O UMM Alter elétrico já tem motor: mais de 200 cv, tração às quatro rodas, e engenharia portuguesa

Já tínhamos noticiado aqui o reaparecimento da UMM no Caramulo Motorfestival, com um protótipo camuflado. Passados poucos dias, a Razão Automóvel conseguiu apurar, junto de fontes próximas da marca, as principais especificações técnicas deste UMM Alter elétrico, ainda sem confirmação oficial completa.

O protótipo usa um único motor elétrico, capaz de desenvolver mais de 200 cv de potência, entregues às quatro rodas para preservar as capacidades todo-o-terreno que sempre definiram a marca. A UMM optou deliberadamente por uma solução simples, à imagem da filosofia histórica da marca, deixando de fora soluções mais complexas, como um motor elétrico por roda, a exemplo do que já se vê no Mercedes-Benz Classe G elétrico. A bateria, com 55 kWh de capacidade e uma tensão máxima de 350 volts, é fornecida pela Fellten, uma especialista britânica em conversões elétricas de veículos clássicos e todo-o-terreno.

Visualmente, o protótipo mantém a mesma carroçaria, o mesmo chassis e as mesmas suspensões do UMM Alter original a combustão, com a grelha dianteira completamente fechada a ser o único sinal exterior claro da nova motorização 100% elétrica. Ainda não existem dados oficiais sobre prestações ou autonomia, mas com uma bateria desta capacidade, a estimativa mais provável situa a autonomia real entre os 150 e os 200 km, valores que apontam para um veículo pensado sobretudo para uso todo-o-terreno e utilitário, não para longas viagens rodoviárias.

Um detalhe particularmente relevante desta história está na origem da engenharia: para desenvolver o sistema elétrico deste protótipo, a UMM recorreu ao Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL), uma decisão que pode revelar-se central num eventual regresso da marca à produção, ao apoiar-se em competências académicas portuguesas em vez de comprar tecnologia pronta a um fornecedor internacional. Continua, no entanto, por esclarecer se estas especificações representam já a versão final do projeto, ou apenas o ponto de partida de um processo de desenvolvimento ainda longo, com a administração da UMM a manter a cautela em torno do verdadeiro futuro da marca.

Fontes: Razão Automóvel.